Sobre o partido (mesmo que ela não goste de chamá-lo assim) da Marina, sempre achei que as assinaturas começaram a ser coletadas tardiamente e não entendi o por quê disso -- até agora, soa como falta de organização.
Penso que há espaço para aquilo que ela propõe na sigla, apesar de não gostar da tônica do discurso. A sua proposta é moralista e tende a separar a política entre os puros e impuros. Isto pode atender, por um lado, a demandas eleitorais patentes e até a pautar positivamente a administração pública, ou por outro, pode causar certo "caça às bruxas" inócuo aos reais problemas sociais e danoso à vida pública brasileira (pode ressurgir o "udenismo" dos que pensam terem em mãos a única panaceia à todos os problemas da humanidade. Isso é perigoso...), bem como o moralismo pode vir a afetar o avanço de direitos urgentes à uma sociedade que concede dignidade a todos e a todas.
Há outro lado extremamente negativo na fundação da "Rede Sustentabilidade": ela possui base orgânica em igrejas, os pontos fundamentais da coleta das assinaturas hoje questionadas. É difícil chegar em boa coisa quando há mistura visceral entre Religião e Política...
Penso que há espaço para aquilo que ela propõe na sigla, apesar de não gostar da tônica do discurso. A sua proposta é moralista e tende a separar a política entre os puros e impuros. Isto pode atender, por um lado, a demandas eleitorais patentes e até a pautar positivamente a administração pública, ou por outro, pode causar certo "caça às bruxas" inócuo aos reais problemas sociais e danoso à vida pública brasileira (pode ressurgir o "udenismo" dos que pensam terem em mãos a única panaceia à todos os problemas da humanidade. Isso é perigoso...), bem como o moralismo pode vir a afetar o avanço de direitos urgentes à uma sociedade que concede dignidade a todos e a todas.
Há outro lado extremamente negativo na fundação da "Rede Sustentabilidade": ela possui base orgânica em igrejas, os pontos fundamentais da coleta das assinaturas hoje questionadas. É difícil chegar em boa coisa quando há mistura visceral entre Religião e Política...
| Marina em discurso pela fundação do "Partido Rede Sustentabilidade": religião organicamente no partido (fonte: http://noticias.gospelmais.com.br) |
Mesmo com alguma legitimidade possuída pelo propósito de criação do partido, ainda cabem considerações sobre o seu processo de fundação. É aí que vem outro problema: a Marina não tem o direito de avacalhar com os trâmites da justiça eleitoral. Tudo bem que o sistema de registro de partidos seja todo problemático, algo moroso e burocratizado, todavia é o que se tem à disposição para o registro. Se os procedimentos precisam ser modernizados, então que o Judiciário efetive reformas administrativas, a fim de dinamizar o processo de análise de assinaturas e demais exigências, ou que o Legislativo modifique as normas e racionalize a criação de partidos sem fundo partidário, mas que possam evoluir e ganhá-lo gradativamente.
Infelizmente, até a ineficiência precisa ser isonômica e generalizada a todos os cidadãos, em atenção aos princípio de publicidade do serviço prestado pelo Estado. Se está errado, que a Marina e seus correligionários levantem movimento ante a questão.















