Não estamos em Las Vegas, La Boca, Macau, Nassau ou Anápolis.
São elas que estão em nós!

"Tecer a Rede com agulha sem ponta".

Marina Silva e a barreira burocrática de tod@s

"Não é só por um voto".

A justiça precisa é de celeridade!

Sobre o ocorrido na Cã-mara federal

O processo eleitoral brasileiro à luz de Donadon, do "Maior Brasileiro de Todos os Tempos" e da eleição do Sindicato dos Motoristas de SP

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tecer a Rede com agulha sem ponta

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Sobre o partido (mesmo que ela não goste de chamá-lo assim) da Marina, sempre achei que as assinaturas começaram a ser coletadas tardiamente e não entendi o por quê disso -- até agora, soa como falta de organização.

Penso que há espaço para aquilo que ela propõe na sigla, apesar de não gostar da tônica do discurso. A sua proposta é moralista e tende a separar a política entre os puros e impuros. Isto pode atender, por um lado, a demandas eleitorais patentes e até a pautar positivamente a administração pública, ou por outro, pode causar certo "caça às bruxas" inócuo aos reais problemas sociais e danoso à vida pública brasileira (pode ressurgir o "udenismo" dos que pensam terem em mãos a única panaceia à todos os problemas da humanidade. Isso é perigoso...), bem como o moralismo pode vir a afetar o avanço de direitos urgentes à uma sociedade que concede dignidade a todos e a todas.

Há outro lado extremamente negativo na fundação da "Rede Sustentabilidade": ela possui base orgânica em igrejas, os pontos fundamentais da coleta das assinaturas hoje questionadas. É difícil chegar em boa coisa quando há mistura visceral entre Religião e Política... 

Marina em discurso pela fundação do "Partido Rede Sustentabilidade": religião organicamente no partido (fonte: http://noticias.gospelmais.com.br)

Mesmo com alguma legitimidade possuída pelo propósito de criação do partido, ainda cabem considerações sobre o seu processo de fundação. É aí que vem outro problema: a Marina não tem o direito de avacalhar com os trâmites da justiça eleitoral. Tudo bem que o sistema de registro de partidos seja todo problemático, algo moroso e burocratizado, todavia é o que se tem à disposição para o registro. Se os procedimentos precisam ser modernizados, então que o Judiciário efetive reformas administrativas, a fim de dinamizar o processo de análise de assinaturas e demais exigências, ou que o Legislativo modifique as normas e racionalize a criação de partidos sem fundo partidário, mas que possam evoluir e ganhá-lo gradativamente.

Infelizmente, até a ineficiência precisa ser isonômica e generalizada a todos os cidadãos, em atenção aos princípio de publicidade do serviço prestado pelo Estado. Se está errado, que a Marina e seus correligionários levantem movimento ante a questão.
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"Não é só por um voto". A justiça precisa é de celeridade!

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Sobre o julgamento de daqui a pouco, levei um tempo para formar convicção sobre o voto do Celso de Mello, mas cá estou com ela.

"Não é só por um voto". O julgamento e a justiça estão envolvidos por outras questões essenciais.
 "Não é só por um voto". Existem duas questões essenciais em jogo:
- os embargos infringentes são justos e legítimos?
- eles servirão para protelar infindavelmente o julgamento e provocar impunidade?

Para a primeira pergunta, há uma controvérsia do tamanho da tradição do STF, pois não há clareza para qualquer lado. Considerando a ausência de um segundo grau de análise jurisdicional do caso (e isto é, sim, um direito constitucional por "extensão") e devido à "ca-h-da" feita lá atrás, de não terem desmembrado o julgamento (e isto, sim, um ato próprio da política), não há como não considerar razoável, justo e legítimo que os embargos sejam acatados.

O problema tá na segunda questão: e daí? Vai haver procrastinação desmedida? Infelizmente, isso é um temor do tamanho da tradição da cultura do "enrolation" recursal do bacharelismo brasileiro! É claro que se deve temer isso, mas algo pode ser feito.

Resta o seguinte à segunda questão: PARA NÃO HAVER IMPUNIDADE, A JUSTIÇA DEVE SER CÉLERE  E EFICIENTE. Algumas coisas precisam ser feitas com agilidade, logo na sequencia da sessão de hoje. Das quais, exemplos:
- são somente 11 réus que podem solicitar o conhecimento de embargos infringentes. Como são 25 os condenados, desde o ano passado, é importante que se faça o pedido de prisão aos demais 14, pois são inexoráveis as identificações de culpa (para isso, o Procurador-Geral da República precisa solicitar amanhã as prisões!);
- encaminhar urgentemente ao congresso um pedido de reforma na lei 8.038/90 e no Regimento Interno do STF, pedindo que se suprima os embargos infringentes do segundo e que o retire expressamente do ordenamento jurídico brasileiro (na lei);   
- o encaminhamento do recurso e a programação para o conhecimento dos embargos devem ser feitos IMEDIATAMENTE (ou seja, o recurso vai ter que "furar a fila" no STF, por conta de sua urgência, algo justificável) para que se consiga tratar disso no 1o. semestre do ano que vem ou quanto antes.

Ou a justiça toma celeridade, ou a impunidade permanecerá. Não é ceifando direitos, como os embargos infringentes no STF, que melhoraremos a justiça. E sim com OS JUÍZES INDO TRABALHAR! Mesmo que seja para haver recusa, mas posteriormente, por fundamentos ou forma do recurso nos tramites do julgamento...

Bora trabalhar, justiça brasileira!!!!




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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Dos Jornalistas para os Historiadores, Sociólogos...

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Para quem pesquisa qualquer temática contemporânea, a ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) é um ótimo meio para a captação de informações para o desenvolvimento de pesquisas.





Considero que a produção de reportagens por jornalistas investigativos constitui-se numa das mais ricas fontes para qualquer analista das Ciências Humanas. O material advindo do trabalho desse pessoal tende a ser feito por meio de rigoroso trabalho de coleta e conferência dos dados.

Andrews Jennings, o "cara" que descobriu os podres da FIFA, é um dos assíduos nos eventos da ABRAJI





Glenn Greenwald, do Guardian, será um dos conferencistas no GIJC
Em especial aos que estudam assuntos de difícil retirada de informações, como Crime Organizado ou Crime de "White Collars" empresariais e políticos, o banco de dados da ABRAJI tem um volume grande de compilação de matérias e de informações individualizadas a respeito dos temas, algo de serventia a pesquisas quantitativas ou qualitativas. [Único problema: o banco de dados é restrito aos sócios... Custa R$110 a anuidade]     


Outra figurinha carimbada da ABRAJI é o Janio de Freitas, da Folha, o responsável por desmascarar a fraude da Ferrovia Norte-Sul. O caso ocorreu em 1987 e tem implicações políticas e jurídicas até hoje.

As informações dos Jornalistas Investigativos são constructos representativos provenientes de trabalho que atinge alto grau de risco e dramaticidade. Os dados deles tem "sangue", há vida latente naquilo que é fornecido por uma reportagem! Isto só valoriza a fonte informativa a qualquer analista social, tanto aos Historiadores quanto a Sociólogos, Geógrafos, Demógrafos, etc.

Vale a pena conferir o Congresso Internacional dos caras, que acontecerá entre os dias 12 e 15 de Outubro:
http://br.gijc2013.org/
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Sobre o ocorrido na Cã-mara federal.

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Fiquei chocado com a absolvição política do Natan Donadon na Câmara. Foi algo revoltante a qualquer um, e inesperado, devido a tudo que se passou no país nos últimos meses. No entendimento da "Political Science" acadêmica, podemos dizer que houve uma completa incapacidade de "responsiveness" institucional. Pela via da sociologia butequêsca, deve-se afirmar que “teve uma tre-men-da-filhadaputagem" desses caras que estão no congresso!!!!”



Dep. Donadon (Sem Partido-RO) agradece a forças sobrenaturais. Ele deveria enviar cartões aos eleitores brasileiros, em agradecimento aos colegas que possui!

Mesmo com o ocorrido na nave-mãe do poder brasileiro, abstraída ao planalto central, não tirei meus pensamentos da PLANÍCIE. Estou pensando na mesma coisa desde aquele momento em que o Henricão ficou demagogizando com afastamento do Donadon ("me engana que eu gosto": deixar sem salário e chamar suplente lá é solução!?!?).

Penso em algo para além da vida podre congressual: NÓS ELEGEMOS ESSAS PORCARIAS ABSOLVISTAS DE BANDIDOS!!!

Os representantes lá estão, fazendo m*rda, e cá estivemos fazendo coisa parecida há quatro anos atrás. Não que o sistema eleitoral seja o paraíso regado a leite, mel e comilanças, sempre disposto aos benfazejos de nossas vontades, pois numa ilustração ele pode parecer-se mais com o inferno das carências e tristezas de uma população explorada pelo sistema maior, o capitalismo. O sistema eleitoral existe, funciona e provoca-nos resultados (regularmente, os piores possíveis!). Esta combinação desgraçada só serve para aumentar o modo como fiquei intrigado: UMA ELEIÇÃO LEVOU ATÉ LÁ, E QUAL A LÓGICA COGNITIVA DOS ELEITORES RESPONSÁVEIS? Eles são SUJEITOS HISTORICAMENTE EXPLORADOS PELO SISTEMA, pois, então: COMO SE CONFIGURA A CONSCIÊNCIA DESTINADA À ELEIÇÃO DE PERSONAGENS POLÍTICOS NEFASTOS??? Deve haver elementos internos à tal consciência política, que dão coerência a isso tudo. Da eleição à absolvição.

Acho que precisamos tratar tal situação conforme um objeto de reflexão. Qual a lógica interna, como pensam os eleitores que inserem gente como essa no sistema representativo???

Encontrar paralelos na eleição do Melhor Brasileiro de Todos os Tempos (como caso extremo de escolhas de representantes, selecionados como “os melhores do Brasil”) e na eleição do sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de SP (uma curiosa trama que envolve interesses para além da classe trabalhadora e até um tiroteio no dia da eleição!!!) pode servir para alguma coisa. Será que a busca representativa no brasileiro dá-se nesse ato de seleção de um exemplar brasileiro perfeito-ideal e, paradoxalmente, de busca ensandecida pela realização de interesses e vontades privadas???


Um dos baleados na eleição digna de filme de western: onde a Política deveria pacificar, pelo contrário, tornou-se mote de guerra!


[Link noticiando a nova tentativa de eleições no Sindicato dos Motoristas de SP]



http://noticias.r7.com/sao-paulo/depois-de-tiroteio-sindicato-dos-motoristas-de-onibus-de-sp-tenta-realizar-eleicao-29082013 http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/candidatos/?nc=2#classificacao






Um dos expoentes do voto no Brasil. Luan Santana é o 42º "maior brasileiro de todos os tempo". Um exemplar daquilo que é pensando valorativamente como "bom" pelos brasileiros? Um representante do que há de melhor no país?











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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uma sugestão para analisar os Joões Campos nos poderes

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Assusta a onda de verborragia desinformada que circula pela internet.
A última diz respeito ao conflito entre poderes no Brasil .  Algo que vai além da vinculação partidária. Mas e daí? Na net os sentidos são tomados pelo oportunismo e por impressões preconceituosas.
  
Salientando-se nas aspas e nos achos, fala-se à exaustão de que tudo o que vem acontecendo é "coisa dos petistas". Restringir a explicação dos ultimos acontecimentos via discurso anti-petista, por meio de termos como "petralha" e etc., não passa de preconceito, ignorância ou má intenção do anunciante, além de servir para obscurecer um grave problema de falta de interação entre as instituições. 

Toma-se um dado p/ indicar isso (dentre tantos, poder-se-ia passar-se o dia a citar casos): a autoria da PEC 33 é do péssimo dep. Nazareno Fonteles, um petista, já a relatoria de defesa do INTEIRO TEOR é do dep. peessedebista JOÃO CAMPOS (GO). Este deputado tem extensa ficha-corrida de apoiamento ou intervenção em nome várias ações políticas que contribuem para a celeuma legis vs. jus. Ele apoiou na CCJ  (com voto favorável!) a PEC-37, danosa não só ao MP, mas a todas as investigações criminais sérias ocorridas no país, e que foi AUTOR uma bizarríssima PEC que dá algumas capacidades postulatórias jurídicas ("superpoderes perante o STF") a qquer associação religiosa! E, para embaralhar mais ainda a cabeça dos precoceituosos, vale lembrar que o referido deputado faz parte de um partido que tinha calafrios ao ouvir a história de criação de novos partidos (sim, o PSDB dividiu sua bancada para aparecer como contrário à lei que restringe fundo partidário e tempo de tv, mas trabalhando contra a lei, pois ela pode implicar em diminuição de membros pelo país a fora).

Que bom seria se o problema de relação entre os poderes estivesse num partido: bastaria excluí-lo, derrota-lo nas deliberações. Os demais partidos entrariam no jogo, constituiriam maioria e eliminariam o único partido danoso (pela verborragia do momento, "os petralhas"). 

O olhar restrito ao partido não esclarece, afinal a política no congresso é enredada e difusa, cheia de divergências e combates ou acordos em matizes distintas. 

Percebe-se que a briga entre legislativo e judiciário pode ser melhor analisada iniciando-se  pelo mapeamento da agências políticas nos respectivos poderes. Ações como a de João Campos acontecem como? Quais as intenções do legislativo, c/ os seus caciques e grupos externos de interesse comandando as mesas das duas casas e de algumas comissões (os "donos" delas), em intimidar o judiciário? Como vem comportando-se  o grupo chamado "bancada dos delegados", eleitos pela ânsia social de justiçamento a qquer custo? E o judiciário, como vem atuando em questões eminentemente de âmbito legislativo? Quais os  comportamentos de alguns membros o STF, como Fux, Barbosa e Mendes, que ultimamente desconsideraram as atribuições do parlamento em casos como o veto dos Royalties e a lei de restrição dos benefícios partidários? Em suma, está existindo diálogo democrático entre as instituições?

O blablablá anti-petista reverberado nas redes sociais distorce a dinâmica dos últimos acontecimentos. A falta de diálogo interinstitucional, a instransigência entre quem toma decisões, é disto que se trata. De outro modo, suposições baseadas em uma "atividade maléfica" (se fosse na CDHM, falariam em "diabólica") de um partido servem tão somente para esconder atos mal sucedidos, mal intencionados,  corporativos ou proveniente de vaidades pessoais ou identitárias. Estandartizar um preconceito, voltado a um partido, só leva à despolitização acrítica. Chega de obscurantismo e ignorância!

Dep. Federal João Campos [PSDB-GO] é petralha? Ele é defensor da exclusividade de investigações policiais, do condicionamento dos atos do STF ao legislativo, é mandatário em um partido favorável à restrição a novos partidos e coisas mais... 
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

QUAL A BRIGA POLÍTICA DE ISRAEL?

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QUAL A BRIGA POLÍTICA DE ISRAEL?

Diferentemente do pensamento geral, Israel é composto por partidos frágeis, um sistema representativo confuso e uma sociedade movida por mudança. A realidade é mais complexa que o dualismo sionista-islamita contado, principalmente, na mídia internacional.

As eleições de Israel aconteceram nesta semana e o seu resultado surpreendeu a vários analistas. Parecia improvável a escapada de um triste destino: o premier Binyamin Netanyahu aparecia como o líder que representava em perfeição o “israelense médio” -- religioso, expansivo territorialmente, centralizador nas tomadas de decisões e belicoso --, o Likud (partido do premier) encabeçava uma coalizão de direita a ganhar facilmente a maioria e as questões de segurança nacional seriam primordiais nos anos desta legislatura. Isto não aconteceu, e há vários indícios de que os jogos sociais podem ter novas demandas sociais e personagens emergentes nos próximos anos.

O Estado de Israel é muito jovem e instável. Sua existência política soberana possui pouco mais de 60 anos, tendo sido realizada, em grande parte, mais pelas armas do que por relações externas conduzidas por consensos diplomáticos. Israel tem um saldo de mais de uma dezena de guerras nesse período.

Igualmente instável e tenso é o regime democrático israelense. Em descrição sumária, ele é institucionalmente parlamentarista e unicameral, com um presidente eleito diretamente (a cada 7 anos) que dita a agenda do Estado e um primeiro-ministro advindo do parlamento (voto partidário em lista fechada), que governa o país por 4 anos. Tal definição é recente: há cerca de uma década, um estranho modelo que elegia diretamente o premier (que poderia ser minoria no congresso) e permitia o levantamento de “moções de desconfiança” (um instituto comum no parlamentarismo, que possibilita a convocação de eleições extemporâneas), por iniciativa tanto do executivo quanto do legislativo, fazia com que novas eleições pudessem brotar dos humores alterados de um premier em minoria parlamentar ou como desculpa por pouca atenção dada aos deputados. Soma-se a isto tudo um sistema partidário fragmentado em pequenas legendas e com um índice que varia entre 8 e 13 a quantidade de partidos relevantes. Uma armadilha para se montar maiorias governativas.

O sistema político foi gradativamente modificado, nos últimos 20 anos, por constantes testes e invencionices. Junto a isto, a sociedade israelense foi reinventando-se e ficando mais complexa.

A pauta política fortemente baseada no conflito com as vizinhanças árabes -- de domínio dos velhos líderes Ariel Sharon, Shimon Peres, Ehud Barak e Bibi Netanyahu, voltada eminentemente para a defesa nacional e a beligerância como estratégia – parece obscurecida diante da emergência da demanda dos jovens por educação de qualidade, por seguridade social, qualidade de vida urbana e pela menor influência do dinheiro na política. A coalizão de direita de Netanyahu obteve maioria simples, com 31 das 120 cadeiras parlamentares, algo que exigirá em seu mandato vindouro uma aproximação dos partidos de centro e esquerda para a obtenção de maioria. Enquanto isto, um sugestivo partido chamado Yesh Atid (Há Futuro) ocupará 19 assentos no Palácio Knesset, liderado por uma estrela de televisão e voltado para uma plataforma laicista, voltada para as novas demandas sociais.

A atual composição de forças poderá aprofundar o debate político a respeito de novos temas, amainar as relações com Palestina e Irã e, ainda, reforçar os anseios por um governo mais ético e voltado para problemas domésticos, refletindo os anseios sociais dos novos eleitores/atores sociais centristas do Yesh Atid. Diferente do que pensam os intelectuais conservadores, não se trata de “rachar” mais ainda Israel, e sim de inserir outros interesses políticos e demandas sociais, de reluzir outros estratos populacionais e culturais dentre o sistema representativo.

JOVENS DO PARTIDO OPOSICIONISTA YESH ATID "TOMAM TODAS" APÓS O RESULTADO DA ELEIÇÃO ISRAELENSE. ELES VENCERAM? SÓ O TEMPO DIRÁ. (créditos: nytimes.com)



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Inauguro agora este espaço para tratar de gente vivendo, fazendo e falando dos outros e de si.



Boa noite, boa sorte e ao imponderável!
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De onde vem a INFLAÇÃO?

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Conhecer os fundamentos de um índice, qualquer que seja, é um dos exercícios que o economista precisa fazer para analisar a riqueza de uma região, um setor produtivo ou uma faixa populacional. 

Desconsiderando o "economês", Delfim Netto explicou as causas da Inflação na economia do modo mais sintético e didático que já vi. Serve bem para "desabstrair" o número frio do índice.

Leia:

"A taxa de inflação é como um "radiador" que dissipa o calor produzido pela inércia. Exemplificando sem exaurir:
1º) Por todos os atritos naturalmente produzidos pela demora necessária para ajustar as demandas setoriais (choques de oferta, mudança de hábitos) com as respectivas ofertas;
2º) Pela deficiência da infraestrutura;
3º) Pelos obstáculos institucionais e políticos que retardam os ajustes da oferta dos insumos básicos;
4º) Pelos exageros cometidos pelo poder incumbente quando perde o senso e se entrega ao voluntarismo populista, que ignora as restrições físicas impostas pelas identidades da contabilidade nacional;
5º) Pelo próprio governo quando tenta proteger sua receita pela indexação automática de impostos, preços, tarifas ou salários da própria inflação que está criando;
6º) Pelo estímulo ao crédito quando não há mais fatores de produção disponíveis em proporção adequada e a acumulação do deficit em conta-corrente não permite importá-los;
7º) Quando os salários reais crescem acima da produtividade física do trabalho." (FSP, Inflação, 23/01/2013).

A inflação fica explícita quando há um desajuste entre consumo e demanda, mas possui também outras origens. [crédito: www.cicero.art.br]
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"SAÍDA" À BRASILEIRA (OU SERIA ENTRADA? QUIÇÁ SOBREVIDA?)

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"SAÍDA" À BRASILEIRA (OU SERIA ENTRADA? QUIÇÁ SOBREVIDA?)
Surpreendi a todos aqui em casa. Fiquei na surdina sobre o vestibular para DIREITO na UFGD e passei. Todos impressionaram-se com meu feito.
Dilema à vista. Foi surpreendente a aprovação por conta da concorrência, afinal nunca sequer fiz um dia de cursinho pre-vestiba ao longo da vida, algo q não me impediu de passar por o quê marcava quase 30 candidatos por vaga; é tentador fazer Direito, mais pela escassez de oportunidades nas História, Sociologia & Cia do que propriamente pela beleza ou qualidade do curso.

Desenha-me a seguinte questão: pela debilidade das CS (inclua nelas a Hist) em inserir gente no mercado e uma série de outras dificuldades próprias da área (tão longas que indescritíveis aqui, como a circunscrição à atuação docente no Brasil, pois quase não há cargos no Estado, ou na esfera privada, para atuação profissional de Historiadores ou Sociologos), deverei recolher-me à tradição do bacharelismo brasileiro e entregar-me ao que consigo trabalhar?

Sinceramente, a realidade manifesta-se cada vez mais deprimente aos profissionais das humanidades. Somos treinados para falar mal de tudo, todavia não fazemos o suficiente para incluir a área que atuamos no que é legitima e relevantemente corrente na vida do país. Somos desorganizados enquanto classe e pouco influimos em decisões. Vivemos a criticar treinamentos e somos treinados para gracejos estritamente teorico-filosoficos! Somos concretamente forçados e restringidos a péssimas condições de trabalho e docilmente falamos de teorias mirabolantes diante dos alunos, nossos únicos e parcos alvos de influência.

Algumas considerações sobre uma espécie muito comum que povoa o país, os licenciados com algum mestrado: 1) ela precisa dar aula em condições precárias como contratados de universidades públicas, com muitíssimas horas de trabalho e sem qualquer garantia futura; 2) submetem-se a dezenas de horas semanais de ""aulas"" (aspas duplas) com a molecada; 3) partem para os famigerados centros universitários privados para serem escalpelados por chefes idiotas. Pastamos ante o que a Dilma fará para o "mundial" 2014, sem que haja quadros tecnicos das CS no Estado brasileiro para dizer o que fazer.

Lamento por tudo e mantenho-me na luta pelas regulamentação das profissões nas CS, expansão de vagas no serviço público e profissionalização efetiva e AMPLA, para além da formação de professores e desde a graduação, de alunos nas CS. Porém a história empurrou-me. A episteme das humanidades permanecerá em mim e disto não abro mão, também continuarei como contestador de esquerda e tudo o mais. Contudo, preciso sobreviver neste mundo devorante (leia objetiva e simplesmente: pagar contas porra!). Sou vitima-autor de mais uma "saída à brasileira" de uma área acadêmica profissionalmente ingrata e com oportunidades diminutas.
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