Sobre o julgamento de daqui a pouco, levei um tempo para
formar convicção sobre o voto do Celso de Mello, mas cá estou com ela.
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| "Não é só por um voto". O julgamento e a justiça estão envolvidos por outras questões essenciais. |
"Não é só por um voto". Existem duas questões essenciais em
jogo:
- os embargos infringentes são justos e legítimos?
- eles servirão para protelar infindavelmente o julgamento e
provocar impunidade?
Para a primeira pergunta, há uma controvérsia do tamanho da
tradição do STF, pois não há clareza para qualquer lado. Considerando a
ausência de um segundo grau de análise jurisdicional do caso (e isto é, sim, um
direito constitucional por "extensão") e devido à "ca-h-da"
feita lá atrás, de não terem desmembrado o julgamento (e isto, sim, um ato
próprio da política), não há como não considerar razoável, justo e legítimo que
os embargos sejam acatados.
O problema tá na segunda questão: e daí? Vai haver
procrastinação desmedida? Infelizmente, isso é um temor do tamanho da tradição
da cultura do "enrolation" recursal do bacharelismo brasileiro! É
claro que se deve temer isso, mas algo pode ser feito.
Resta o seguinte à segunda questão: PARA NÃO HAVER
IMPUNIDADE, A JUSTIÇA DEVE SER CÉLERE E EFICIENTE. Algumas coisas precisam ser feitas com
agilidade, logo na sequencia da sessão de hoje. Das quais, exemplos:
- são somente 11 réus que podem solicitar o conhecimento de
embargos infringentes. Como são 25 os condenados, desde o ano passado, é
importante que se faça o pedido de prisão aos demais 14, pois são inexoráveis
as identificações de culpa (para isso, o Procurador-Geral da República precisa
solicitar amanhã as prisões!);
-
encaminhar urgentemente ao congresso um pedido de reforma na lei
8.038/90 e no Regimento Interno do STF, pedindo que se suprima os
embargos infringentes do segundo e que o retire expressamente do
ordenamento jurídico brasileiro (na lei);
- o encaminhamento do recurso e a programação para o
conhecimento dos embargos devem ser feitos IMEDIATAMENTE (ou seja, o recurso
vai ter que "furar a fila" no STF, por conta de sua urgência, algo
justificável) para que se consiga tratar disso no 1o. semestre do ano que vem
ou quanto antes.
Ou a justiça toma celeridade, ou a impunidade permanecerá.
Não é ceifando direitos, como os embargos infringentes no STF, que melhoraremos
a justiça. E sim com OS JUÍZES INDO TRABALHAR! Mesmo que seja para haver recusa, mas posteriormente, por fundamentos ou forma do recurso nos tramites do julgamento...
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| Bora trabalhar, justiça brasileira!!!! |


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